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Custos
O custo directo do diagnóstico, tratamento e controlo da obesidade dentro dos Sistemas de Saúde só tem sido avaliado em alguns países até à data.
Ao mesmo tempo a metodologia varia tão consideravelmente que tem sido difícil comparar estes custos em relação aos vários países, e extrapolar resultados de um país para o outro. No entanto é seguro afirmar que 2-8% dos custos com a Saúde, nos Países Ocidentais é atribuído à obesidade.
Isto representa uma maior fracção, gasta dos orçamentos da Saúde comparativamente, por exemplo, com o tratamento do cancro. O impacto potencial destes recursos dos sistemas de saúde em países menos desenvolvidos é ainda mais severo.
Nos Estados Unidos sabe-se que 117 milhões de dólares por ano, é gasto por conta da Obesidade e suas complicações, correspondendo sensivelmente a 8% dos gastos da Saúde, no Canadá e na Austrália esta percentagem ronda os 2,4%, e nos países da Europa de 1 a 5%.
Em Portugal tem-se apontado que 3,5% do Gasto Total com a Saúde está relacionada com a obesidade. Dados do Instituto Nacional de Saúde mostram que em Portugal o total de custos com a obesidade atinge os 235 milhões de euros.
E não será muito difícil chegar a estes valores se pensarmos que existe 1,5 milhões de pessoas obesas no nosso país e 4 milhões tem excesso de peso, nos medicamentos que um obeso terá que tomar para baixar a tensão, para diminuir o colesterol para controlar o seus diabetes, para já não falar da sua baixa produtividade e as suas idas ao médico.
Esta situação ainda se torna mais alarmante quando sabemos que esta epidemia tem sido de difícil controlo e cada vez mais pessoas se tornam obesas no nosso país, prevendo-se que no ano de 2025 metade da nossa população venha a ser obesa.
Portugal:
Mundo
O seguinte blog foi realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e o nosso tema é : "doenças do século XXI" (as designadas doenças emergentes), este blog será acerca destas doenças, as suas causas, consequências, possível tratamento, entre outras coisas não menos importantes.
Introdução:
O aparecimento de novas doenças e o aumento da incidência daquelas já conhecidas
caracterizam as doenças emergentes, as quais estão a ocorrer em todo o mundo _ e Portugal
não é excepção. As razões e os possíveis facilitadores desta expansão são aqui discutidos, bem como
as intervenções cabíveis.
Nos últimos anos, diversas novas doenças têm sido descobertas, algumas muito graves e de difícil controle. Somente para ilustrar, desde a descoberta do vírus da imunodeficiência humana (HIV), no início dos anos 80, mais de duas dezenas de patógenos foram descritos e envolvidos em diversas doenças. Estas novas doenças vão somar-se a outras já existentes, cuja incidência tem aumentado, e entre os novos agentes microbianos encontram-se diversos vírus para os quais o arsenal terapêutico disponível é muito precário.
A definição de doença emergente proposta pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América engloba tanto as doenças infecciosas de descoberta recente quanto aquelas cuja incidência tende a aumentar no futuro: "doenças causadas por micróbios que já se sabia serem patogênicos mas com padrão diferente de doença (aumento de incidência, processo patogênico inusitado) ou que foram reconhecidos como patógenos novos para o ser humano".