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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

Obesidade

  A obesidade,nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose = processo mórbido) é uma doença caracterizada pela acumulação excessiva de gordura e afecta ambos os sexos, todas as faixas etárias e todas as etnias. Esta acumulação resulta de um desequilíbrio energético, em que a quantidade de energia ingerida é superior à dispendida.

 

  Uma dieta hiper calórica, com excesso de gorduras, hidratos de carbono e álcool, aliada a uma vida sedentária, constituem os alicerces desta epidemia. Como principais consequências podemos apontar a redução da qualidade e da esperança média de vida.

De etiologia poligénica e multifactorial, a obesidade é uma doença de difícil controlo. Factores genéticos e endócrinos são responsáveis apenas por uma percentagem mínima das obesidades. Dos factores desencadeantes, é sobre aqueles que são modificáveis, como por exemplo a alimentação, o nível de actividade física e a terapêutica farmacológica, que se devem centrar as estratégias de prevenção e tratamento.


O diagnóstico de obesidade na população adulta é feito quando o Índice de Massa Corporal – IMC = Peso (kg) / Altura2 (m) - é igual ou superior a 30 (Ver Quadro I). Na população infantil, a obesidade é diagnosticada quando o valor do IMC é superior ao percentil 95, ajustado à idade e sexo.

 

  As complicações associadas a esta doença são múltiplas.

A obesidade mórbida está associada a graves efermidades como a hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, alterações tromboembólicas, refluxo gastro-esofágico, doenças articulares, além de diversas formas de cancro (mãma, útero, vesícula biliar, etc.), dentre outras, causando um risco de morte 12 vezes maior que o indivíduo sem excesso de peso em 7 anos. A taxa de mortalidade de mulheres com 50 % além do peso, por exemplo, é o dobro das mulheres com peso normal; subindo para oito vezes se houver diabetes associado.

Em pessoas com obesidade severa, o risco de apresentar diabetes está aumentado cerca de 53 vezes, o do cancro do endométrio 5,4 vezes. Mais ainda, quando o indivíduo atinge os 200Kg, a chance dele viver mais sete anos é de apenas 50 %. Um outro facto dramático que ilustra a gravidade da obesidade e que mostra a baixa expectativa de vida deste grupo de doentes é ilustrado ao se avaliar os indivíduos que entraram para o Guiness Book (O livro dos recordes), onde nenhuma das pessoas consideradas as mais pesadas ultrapassou os 40 anos de idade. Para piorar, o grande obeso tem a sua doença “estampada na cara” para que todos o vejam, o julguem e o discriminem. Não bastassem as doenças que trazem consigo, não bastasse ter dificuldade em realizar os mais comuns dos atos cotidianos, essas pessoas são discriminadas e humilhadas pela pior de todas as doenças, o preconceito.

 


 No que se refere ao tratamento, este passa por alterações permanentes dos hábitos alimentares e do estilo de vida.

A utilização de fármacos no tratamento poderá constituir uma opção nos casos em que as modificações propostas quanto à alimentação e estilo de vida se revelarem infrutíferas.

A perda de peso, mantida a longo prazo, é fundamental. São inúmeros os benefícios que acarreta para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida. Estudos revelam que pequenas perdas de peso (diminuição de 5 a 10% do peso inicial) se traduzem numa melhoria do controlo glicémico, reduzem a pressão arterial e melhoram o perfil lípidico em doentes de risco.
  No sentido de reverter esta epidemia devem ser desenvolvidos todos os esforços relativamente à promoção de hábitos alimentares e estilos de vida saudável, sobretudo junto da população infanto-juvenil.

No combate à obesidade exige-se actualmente uma abordagem transversal e integrada, envolvendo não só os profissionais de saúde mas também a família, a escola, a sociedade civil, a agricultura, o comércio, a indústria e os meios de comunicação social.

publicado por emotional às 14:45
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