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Churchill apesar de ser quem foi, e da brilhante carreira que teve, considerou-se uma pessoa infeliz durante toda a sua vida? Depressão e stress são principais causas de suicídio na China
Este chegou a denominar a sua depressão permanente como “Black Dog”.
Isto para dizer que uma carreira brilhante e muito dinheiro não trazem felicidade pela certa.
Há um tipo de depressão crónica na qual os episódios surgem com as estações do ano.
Pessoas que só se deprimem no inverno, por exemplo. É a depressão sazonal. Pensa-se que há relação com a foto-estimulação solar e a secreção de hormonas.
Ácidos gordos ajudam a travar depressões
As pessoas com uma alimentação pobre em peixes gordos são mais propensas à depressão, revelou um estudo levado a cabo por investigadores australianos
Ouvir música reduz dor crónica e depressão, conclui estudo
A audição de música diminui a dor crónica e estado de depressão, e aumenta os sentimentos de poder ou ânimo, anunciam cientistas norte-americanos na actual edição da publicação científica Journal of Advanced Nursing.
Exercício físico previne depressão
Aparentemente, a melhor forma de combater a depressão na meia-idade é através do exercício físico. Segundo um estudo da Universidade de California-Irvine, nos Estados Unidos, o exercício físico pode ajudar os mais idosos a livrarem-se de estados depressivos, seja através do aumento do fluxo sanguíneo ao cérebro, seja por afectarem directamente as células do sistema nervoso. Os cientistas acreditam agora que a actividade física afecta não só o sistema periférico (coração, músculos, ossos), mas também o sistema nervoso central.
Análises ao sangue detectam depressão
Investigadores norte-americanos afirmam ser possível diagnosticar a depressão e determinar a eficácia do tratamento com antidepressivos através de uma análise ao sangue
Cigarro e depressão.
O elevado consumo de cigarro na adolescência pode levar à ocorrência de problemas psicológicos bastante graves. Estudo da Universidade do Alabama, em Birmingham, Estados Unidos, feito com adolescentes de, em média, 15 anos, mostrou que alunos que fumavam pelo menos um maço por dia teve uma maior percentagem de incidência de sintomas depressivos, no decorrer de um ano e meio de acompanhamento. Isto, está directammete relacionado com o leque de substâncias que fazem parte do cigarro, as quais alteram a sintese de algumas substancias responsáveis pelo nosso bem estar e Humor.
Em Pequim, o vice-presidente do Hospital Hui Long Guan, Yang Fude, disse que a China é o único país do mundo no qual há mais mulheres suicidas do que homens. É também um dos poucos onde as mortes por suicídio nas zonas rurais superam as urbanas.
A metade dos suicídios acontece entre mulheres do campo, devido a brigas na família e divórcios, baixos níveis de educação e limitada comunicação social, segundo o jornal.
Um estudo da Universidade de Pequim revela que 20% dos 140 mil estudantes de ensino médio entrevistados consideraram alguma vez se suicidar, e 6,5% reconheceram ter planejado um suicídio.
"O suicídio na China é uma forma de escapar dos problemas imediatos e não está relacionado com questões mentais", explicou Yang.
Há substâncias que induzem a crise do pânico. É o caso da ioimbina e do dióxido de carbono (CO2).

Notícia:
"De acordo com a OMS, o excesso de peso (índice de massa corporal — razão entre o peso e o quadrado da altura — igual ou superior a 25) e a obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30) contribuem para o desencadear de um vasto conjunto de doenças.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aumento do número de pessoas obesas está dramaticamente a aumentar, assumindo particular importância nas crianças e grupos menos favorecidos. Não se trata apenas de um problema de carácter individual mas que resulta de um conjunto de mudanças rápidas que se têm verificado na sociedade.
Embora estando fundamentalmente associado a uma alimentação não saudável e a uma actividade física reduzida, a abordagem deste fenómeno, porque também ligado ao desenvolvimento económico e social e a políticas de educação, agricultura, transporte, ambiente, planeamento urbano, indústria, marketing e distribuição de alimentos, deverá considerar globalmente, para além do comportamento individual/familiar, todos estes sectores.
Ainda de acordo com a OMS, o excesso de peso (índice de massa corporal — razão entre o peso e o quadrado da altura — igual ou superior a 25) e a obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30) contribuem para o desencadear de um vasto conjunto de doenças, para o aumento dos gastos na saúde (7% em alguns países), afectando a qualidade e a esperança de vida, e provocando em cada ano cerca de um milhão de mortes na região europeia da OMS.
Entre as doenças que o excesso de peso ou a obesidade podem provocar estão a diabetes não insulinodependente (tipo 2), as doenças cardiovasculares (principal causa de morte em Portugal), vesiculares, osteoarticulares, dislipidémias, hipertensão e certos tipos de cancro (endométrio, cervical, ovário, mama, próstata, cólon e recto, vesícula, pâncreas, fígado e rins), além de problemas de natureza psicológica.
Trata-se, pois, de um dos mais importantes e alarmantes problemas de saúde pública da actualidade que urge combater e, principalmente, evitar. A sua prevalência triplicou na Europa nas últimas duas décadas e a OMS calcula que, em 2010, cerca de 20% dos adultos e 10% das crianças e adolescentes serão obesos (IMC =ou>30)!
E não pensemos que se trata de um problema de outras sociedades. Segundo um estudo recentemente realizado na RAM na população infantil em idade escolar (cujas principais conclusões divulgámos neste espaço, em 30 de Julho de 2006) 33,03% das 224 crianças (dos 6 aos 12 anos) estudadas pelas enfermeiras autoras do trabalho tinham excesso de peso ou obesidade.
Estes resultados, embora não generalizáveis, verificam-se, infelizmente, superiores aos da média da região europeia da OMS para este grupo etário.
Como referimos, quer o plano nacional de saúde, quer o regional contemplam actividades de prevenção e combate a este fenómeno. Todavia, sentimos que algo mais haverá a fazer, sobretudo no que se refere à integração das medidas multissectoriais e interdisciplinares requeridas, assim como, no que diz respeito à investigação, esta não deverá ser realizada apenas na obesidade como entidade patológica mas, igualmente, nas circunstâncias da pessoa que a vive e nos chamados “ambientes obesogénicos”, tão característicos das sociedades modernas.
Aliás, a investigação na saúde tem sido um parente pobre do nosso País e Região, que não obstante a mais-valia da motivação, experiência e conhecimento há muito desenvolvidos pelos profissionais, os nossos serviços de saúde nem sempre os aproveitam na sua justa medida."
Jornal da Madeira, 22 de Outubro de 2006
Uma ingestão extra de 200 calorias por dia ( aprox. 2 e ½ bolachas recheadas) pode levar a um aumento de peso de cerca de 200g numa semana;
Crianças em idade escolar ingerem, actualmente, mais do dobro da quantidade de refrigerante que há 2 décadas;
A ideia de que a criança saudável é a criança gorda pode levar as mães a “super-alimentar” os seus filhos.
Em famílias de nível sócio - económico mais baixo, o medo da desnutrição também pode levar à superalimentação e à consequente obesidade;
Uma criança que descende de uma pessoa obesa tem, aproximadamente, 40% de probabilidade de ser obesa, já numa criança que descenda de duas pessoas obesas o risco é de 80%;
A quantidade de tecido adiposo (gordura) ainda pode ser influenciada por variações hormonais. A deficiência da hormona do crescimento, o excesso de insulina, o excesso de cortisol, os estrogeneos e a deficiência de tiroxina estão relacionados com um aumento na gordura corporal. O hipotireoidismo, que, além da obesidade, pode ser acompanhado de atraso no crescimento estatural, ósseo e no desenvolvimento psicomotor também é uma das causas endógenas (orgânicas) da obesidade;
Uma pessoa pode ser gorda e comer e exercitar-se de forma semelhante a uma magra da mesma idade, sexo e altura.
Comida light pode levar à obesidade:
Comidas dietéticas podem inadvertidamente levar a comer em excesso e à obesidade, apontam pesquisadores.
Em testes, ratos jovens recebiam versões de baixas calorias de comidas que normalmente tem altas taxas calóricas e dessa forma foram induzidos a comer em excesso não importando se eram magros ou obesos.
Os pesquisadores acreditam que versões de baixa caloria de comidas que normalmente contém alto teor calórico podem confundir a habilidade do corpo de utilizar o paladar para regular a taxa de ingestão calorífera.
Acordar sem apetite pode ser reflexo de um jantar, ou ceia, excessivos ou muito ricos em gordura
Apesar de a falta de apetite poder ser, apenas, o reflexo de um hábito antigo - se não costuma tomar o pequeno-almoço, é natural que não sinta apetite, na maioria das vezes, revela maus hábitos alimentares; consumo reduzido de vegetais e fruta, beber pouca água ou ingestão excessiva de gordura. É também frequente nas pessoas obstipadas e nas que sofrem de esvaziamento lento ou insuficiente da vesícula biliar.
Iniciar as refeições principais com uma sopa de legumes, ou em alternativa, com uma salada ou legumes cozidos, é uma boa estratégia para controlar o peso
Como as sopas, saladas e legumes cozidos são pouco calóricos e muito saciantes, iniciar a refeição com estes alimentos, diminui a vontade de comer grandes quantidades do prato principal. A opção pela sopa é particularmente indicada quando se pretende controlar o peso, devido ao seu estado de liquido quente, com grande efeito calmante. Sempre que possível opte por sopas que exijam “mastigar”, o que prolonga o tempo da refeição e potencia o efeito das fibras a nível da saciedade e funcionamento intestinal.
A água às refeições não engorda
A água não só não engorda como pode dar uma ajudinha. Quando bebemos água ficamos com o estômago mais cheio o que nos dá uma sensação de saciedade pelo que ingerimos menos. A água não tem calorias e devemos ingeri-la ao longo do dia. Atenção que nos dias de calor deve-se beber mais água. Os adultos devem beber entre 1l e 1,5l de água por dia.
O álcool fornece calorias
O álcool fornece calorias (energia) ao organismo. Cada grama de álcool ingerido fornece 7 Kcal.
Custos
O custo directo do diagnóstico, tratamento e controlo da obesidade dentro dos Sistemas de Saúde só tem sido avaliado em alguns países até à data.
Ao mesmo tempo a metodologia varia tão consideravelmente que tem sido difícil comparar estes custos em relação aos vários países, e extrapolar resultados de um país para o outro. No entanto é seguro afirmar que 2-8% dos custos com a Saúde, nos Países Ocidentais é atribuído à obesidade.
Isto representa uma maior fracção, gasta dos orçamentos da Saúde comparativamente, por exemplo, com o tratamento do cancro. O impacto potencial destes recursos dos sistemas de saúde em países menos desenvolvidos é ainda mais severo.
Nos Estados Unidos sabe-se que 117 milhões de dólares por ano, é gasto por conta da Obesidade e suas complicações, correspondendo sensivelmente a 8% dos gastos da Saúde, no Canadá e na Austrália esta percentagem ronda os 2,4%, e nos países da Europa de 1 a 5%.
Em Portugal tem-se apontado que 3,5% do Gasto Total com a Saúde está relacionada com a obesidade. Dados do Instituto Nacional de Saúde mostram que em Portugal o total de custos com a obesidade atinge os 235 milhões de euros.
E não será muito difícil chegar a estes valores se pensarmos que existe 1,5 milhões de pessoas obesas no nosso país e 4 milhões tem excesso de peso, nos medicamentos que um obeso terá que tomar para baixar a tensão, para diminuir o colesterol para controlar o seus diabetes, para já não falar da sua baixa produtividade e as suas idas ao médico.
Esta situação ainda se torna mais alarmante quando sabemos que esta epidemia tem sido de difícil controlo e cada vez mais pessoas se tornam obesas no nosso país, prevendo-se que no ano de 2025 metade da nossa população venha a ser obesa.
Portugal:
Mundo
A obesidade,nediez ou pimelose (tecnicamente, do grego pimelē = gordura e ose = processo mórbido) é uma doença caracterizada pela acumulação excessiva de gordura e afecta ambos os sexos, todas as faixas etárias e todas as etnias. Esta acumulação resulta de um desequilíbrio energético, em que a quantidade de energia ingerida é superior à dispendida.
Uma dieta hiper calórica, com excesso de gorduras, hidratos de carbono e álcool, aliada a uma vida sedentária, constituem os alicerces desta epidemia. Como principais consequências podemos apontar a redução da qualidade e da esperança média de vida.
De etiologia poligénica e multifactorial, a obesidade é uma doença de difícil controlo. Factores genéticos e endócrinos são responsáveis apenas por uma percentagem mínima das obesidades. Dos factores desencadeantes, é sobre aqueles que são modificáveis, como por exemplo a alimentação, o nível de actividade física e a terapêutica farmacológica, que se devem centrar as estratégias de prevenção e tratamento.
O diagnóstico de obesidade na população adulta é feito quando o Índice de Massa Corporal – IMC = Peso (kg) / Altura2 (m) - é igual ou superior a 30 (Ver Quadro I). Na população infantil, a obesidade é diagnosticada quando o valor do IMC é superior ao percentil 95, ajustado à idade e sexo.
As complicações associadas a esta doença são múltiplas.
A obesidade mórbida está associada a graves efermidades como a hipertensão arterial, diabetes, doenças cardiovasculares, alterações tromboembólicas, refluxo gastro-esofágico, doenças articulares, além de diversas formas de cancro (mãma, útero, vesícula biliar, etc.), dentre outras, causando um risco de morte 12 vezes maior que o indivíduo sem excesso de peso em 7 anos. A taxa de mortalidade de mulheres com 50 % além do peso, por exemplo, é o dobro das mulheres com peso normal; subindo para oito vezes se houver diabetes associado.
Em pessoas com obesidade severa, o risco de apresentar diabetes está aumentado cerca de 53 vezes, o do cancro do endométrio 5,4 vezes. Mais ainda, quando o indivíduo atinge os 200Kg, a chance dele viver mais sete anos é de apenas 50 %. Um outro facto dramático que ilustra a gravidade da obesidade e que mostra a baixa expectativa de vida deste grupo de doentes é ilustrado ao se avaliar os indivíduos que entraram para o Guiness Book (O livro dos recordes), onde nenhuma das pessoas consideradas as mais pesadas ultrapassou os 40 anos de idade. Para piorar, o grande obeso tem a sua doença “estampada na cara” para que todos o vejam, o julguem e o discriminem. Não bastassem as doenças que trazem consigo, não bastasse ter dificuldade em realizar os mais comuns dos atos cotidianos, essas pessoas são discriminadas e humilhadas pela pior de todas as doenças, o preconceito.
No que se refere ao tratamento, este passa por alterações permanentes dos hábitos alimentares e do estilo de vida.
A utilização de fármacos no tratamento poderá constituir uma opção nos casos em que as modificações propostas quanto à alimentação e estilo de vida se revelarem infrutíferas.
A perda de peso, mantida a longo prazo, é fundamental. São inúmeros os benefícios que acarreta para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida. Estudos revelam que pequenas perdas de peso (diminuição de 5 a 10% do peso inicial) se traduzem numa melhoria do controlo glicémico, reduzem a pressão arterial e melhoram o perfil lípidico em doentes de risco.
No sentido de reverter esta epidemia devem ser desenvolvidos todos os esforços relativamente à promoção de hábitos alimentares e estilos de vida saudável, sobretudo junto da população infanto-juvenil.
No combate à obesidade exige-se actualmente uma abordagem transversal e integrada, envolvendo não só os profissionais de saúde mas também a família, a escola, a sociedade civil, a agricultura, o comércio, a indústria e os meios de comunicação social.
Doenças reemergentes são aquelas devidas ao reaparecimento ou, aumento do número de infecções por uma doença já conhecida, mas que, por ter causado tão poucas infecções, já não era considerada um problema de saúde pública.
CÓLERA: A cólera reapareceu em países onde já havia previamente desaparecido à medida em que as condições de saneamento e alimentação se deterioraram. Em 1991, na América do Sul, mais de 390 mil casos foram notificados, sendo que por um século não se registavam casos de cólera.
DENGUE: A dengue espalhou-se por vários países do sudeste asiático desde a década de 50 e reemergiu na América na década de 90, como consequência da deterioração do controlo ao mosquito e a disseminação do vector nas áreas urbanas.
DIFTERIA: Reemergiu na Federação Russa e algumas outras repúblicas da antiga União Soviética em 1994 e culminou em 1995 com mais de 50.000 casos relatados. A reemergência está associada a um declínio dramático nos programas de imunização seguidos de uma “falência” nos serviços de saúde que se iniciou com o fim da URSS.
FEBRE RIFT VALLEY(RVF) : Doença caracterizada por febre e mialgia, mas em alguns casos progride para retinite, encefalite ou hemorragia. Seguindo uma anormal temporada chuvosa no Kenya e na Somália no fim de 1997 e início de 1998, RVF ocorreu em vastas áreas , causando febre hemorrágica e morte pela população humana. O severo grau desta doença deve-se a muitos factores, incluindo condições climáticas, má nutrição e possivelmente, outras infecções.
FEBRE AMARELA: Exemplo de doença para a qual há várias vacinas mas, devido ao uso não generalizado para todas as áreas de risco, epidemias continuam a ocorrer. A ameaça da febre amarela está presente em 33 países africanos e 8 sul americanos. É comum em florestas tropicais onde o vírus sobrevive em macacos. As pessoas levam vírus para os vilarejos e a simples presença de um vector espalha rapidamente a doença, que mata facilmente pessoas imuno-suprimidas.
TUBERCULOSE: A tuberculose comporta-se como uma doença reemergente devido ao aumento gradativo de casos no passar dos últimos anos. Isto dá-se devido ao processo de selecção responsável pela existência de cepas altamente resistentes a antibióticos. Além disso, o HIV contribui largamente para a manifestação da doença.
CAUSAS COMUNS DE EMERGÊNCIA E RE-EMERGÊNCIA DE DOENÇAS INFECCIOSAS:
- Crescente número de pessoa a viver e deslocar-se pelo mundo; - Rápidas e intensas viagens internacionais; - Superpopulação em cidades com precárias condições sanitárias; - Aumento da exposição humana a vectores e reservas naturais; - Alterações ambientais e mudanças climáticas.
O seguinte blog foi realizado no âmbito da disciplina de Área de Projecto, e o nosso tema é : "doenças do século XXI" (as designadas doenças emergentes), este blog será acerca destas doenças, as suas causas, consequências, possível tratamento, entre outras coisas não menos importantes.
Introdução:
O aparecimento de novas doenças e o aumento da incidência daquelas já conhecidas
caracterizam as doenças emergentes, as quais estão a ocorrer em todo o mundo _ e Portugal
não é excepção. As razões e os possíveis facilitadores desta expansão são aqui discutidos, bem como
as intervenções cabíveis.
Nos últimos anos, diversas novas doenças têm sido descobertas, algumas muito graves e de difícil controle. Somente para ilustrar, desde a descoberta do vírus da imunodeficiência humana (HIV), no início dos anos 80, mais de duas dezenas de patógenos foram descritos e envolvidos em diversas doenças. Estas novas doenças vão somar-se a outras já existentes, cuja incidência tem aumentado, e entre os novos agentes microbianos encontram-se diversos vírus para os quais o arsenal terapêutico disponível é muito precário.
A definição de doença emergente proposta pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos da América engloba tanto as doenças infecciosas de descoberta recente quanto aquelas cuja incidência tende a aumentar no futuro: "doenças causadas por micróbios que já se sabia serem patogênicos mas com padrão diferente de doença (aumento de incidência, processo patogênico inusitado) ou que foram reconhecidos como patógenos novos para o ser humano".